Marketing Digital,Social Media

Nova Tendência… O Cliente Tem Mente, Coração e Espírito…

13 Jul , 2011  

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Ao longo dos tempos, a evolução no Marketing está dividida em três fases: o Marketing 1.0, 2.0 e o 3.0.
A maior parte das empresas ainda pratica o marketing 1.0, algumas o marketing 2.0 e uma pequena parte dos marketeers já se estão a converter para o marketing 3.0. a)

Durante o período industrial, na época em que a principal tecnologia era a maquinaria industrial, o marketing concentrava-se em vender a produção a todos os que pudessem comprar. Os produtos eram básicos, e serviam o mercado de massas.

Ford afirmou:
“qualquer cliente pode ter um carro pintado na cor que quiser desde que seja preto”. O enfoque era no produto.

O Marketing 2.0 surgiu na era da informação em que a principal máquina é a tecnologia da informação. O marketing já não é tão simples como no marketing 1.0, sendo o valor do produto definido pelo consumidor. Os consumidores são diferentes nas suas necessidades e preferências. Os marketeers têm de segmentar o mercado e desenvolver o produto dedicado a um mercado alvo específico. Surge a regra de ouro “o cliente tem sempre razão” e este lema funciona bem para a maioria das empresas.
Os consumidores saem beneficiados porque a resposta é dada com base nas suas necessidades e nos seus desejos.

No entanto, esta abordagem só centrada no consumidor, parte do princípio de que os consumidores são alvos passivos das campanhas de marketing.
Actualmente estamos a assistir à ascensão do Marketing 3.0, que em vez de se tratar as pessoas como consumidores, os marketeers começaram a tratar as pessoas como seres humanos, num todo, com mente, coração e espírito.

Por seu lado, os consumidores começam a procurar soluções para um mundo globalizado, satisfazendo as suas ansiedades e preocupações, na expectativa de estarem a criar o mundo num lugar melhor.

Como o marketing 2.0, o 3.0 procura também satisfazer as necessidades dos clientes, mas com o marketing 3.0 as empresas procuram trazer ao mundo outras preocupações, valores mais relevantes, de forma a contribuir para o mundo globalizado.
Como exemplo disto temos as Instituições que começam a ter como bandeira a responsabilidade social e a sua relação com a cultura.

a) Marketing 3.0 de Philip Kotler, em parceria com Hermawan Kartajaya e Iwan Setiawan

O Marketing 3.0 considera o consumidor como um ser completo e, em plena crise global, o Marketing 3.0 ganha mais valor e relevância nas vidas dos consumidores derivado das alterações sociais, económicas e ambientais.

Para percebermos o Marketing 3.0 devemos examinar a ascensão de três forças importantes.
Devemos considerar a era da participação, a era do paradoxo da globalização e a era da sociedade criativa. Estas formas levam os consumidores a moverem-se por questões culturais, questões de colaboração e questões de valores.

Os avanços estão a provocar enormes mudanças nos consumidores, nos mercados e no Marketing. Desde o início do século XXI que a tecnologia entrou no mercado e no coração do consumidor. A tecnologia de terceira, quarta e quinta geração possibilita a conectividade e interacção entre grupos e rede de contactos. Estes contactos em rede estabelecem-se com computadores, telemóveis baratos com acesso 3G e internet a baixo custo.

Esta tecnologia permite aos consumidores interagirem e colaborarem uns com os outros.
As pessoas criam notícias, ideias, entretenimento e consomem o que pretendem activamente e não passivamente. Existe uma verdadeira interacção entre os consumidores, os produtores e também com os vendedores.

É aqui, que surgem os Social Media: os Expressivos, como o Blogues, o Twitter, o
Youtube, o Facebook, sites de partilha de imagem, como Flickr, e outros sites de redes sociais. Os Cola-borativos como a Wikipédia, o Rotten Tomatoes e a Craigslist.
A audiência da Internet em português cresce para quase 4 milhões de utilizadores em Setembro de 2009, sendo que os sites Google alcançam 94% da audiência portuguesa de Internet.
Fonte:ComScore World Metrix

Nota: A Computação da quinta geração ou computador da quinta geração, deve o seu nome a um projecto gigantesco de pesquisa governamental e industrial no Japão durante a década 80 do século XX. O projecto tinha como principal objectivo a criação de um computador que “marcasse uma época” com performance semelhante a um supercomputador e capacidade prática de inteligência artificial. O termo “quinta geração” tencionava convencionar o novo sistema como sendo um salto para além das máquinas já existentes.

Fundador do Blogue MediasSociais - a nova tendência, experiência em Jornalismo, Formação em Comunicação Empresarial e Pós-Graduação em Marketing & Banking Social Media no ISGB. Autor dos eBook's Toolkit de Social Media Marketing e Pensar Social Media.

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