Marketing Digital

Marketing Digital: Conversar – As Alterações nos Meios de Comunicação

6 Set , 2011  

Conversar! É disto que se trata. A Comunicação, nesta nova era da Web 2.0 conseguiu conquistar um novo espaço aberto, imprevisível, onde a identidade da Marca e o seu Valor é todos os dias enriquecida, confrontada e reconstruída.

Veja o exemplo do texto do dia 27 “A Comunicação Está a Mudar o Mercado” com a exemplar empresa Dell.

Perante um consumidor cada vez mais exigente, que procura uma relação ativa e participativa com as empresas e as marcas, há uma necessidade por parte das empresas de criar transparência, proximidade, capacidade de diálogo e reação imediata.

É inconcebível, nos dias de hoje, o “compromisso” continuar esquecido. Temos empresas no mercado que fixam horas de resposta às reclamações dos clientes, se falharem nessa resposta, o cliente é reembolsado com um determinado valor, o compromisso.

Naturalmente, que estamos a falar de empresas, altamente envolvidas com o cliente, altamente transparentes, com uma interação exemplar com cada cliente. Para estas empresas, cada cliente é parte integrante da organização.

Os comerciantes necessitam de estar no novos canais, nos novos territórios comunicacionais, serem interactivos e antecipar intermináveis sinais de mudança.

Há dois termos, Empowerment e Engagement, ou seja o envolvimento e o compromisso, que são essenciais. São conceitos que criam um novo cenário em que o conteúdo comunicacional em consumer-generated (geram consumidores) e as marcas são cada vez mais consumer-owned (propriedade do consumidor).

Segundo Vargo (2008), o marketing ocorre quando as partes envolvidas (consumidores e empresas) efectuam trocas nos mercados. Estas trocas implicam que cada parte utilize os seus recursos para o benefício corrente ou eventual, de outra parte. A utilização dos recursos para o benefício da outra parte é precisamente o serviço. Contudo, a qualidade do serviço só é aferida e concretizada no momento em que o cliente toma contacto com o serviço prestado. Os serviços são intangíveis, perecíveis e indissociáveis do seu consumo.

As empresas que começam nesta nova era da semântica, da palavra, devem transitar, de uma linguagem comercial convencional, utilizada em mensagens publicitárias unidirecionais, apenas com um sentido e a pensar nos consumidores como seres passivos, para novas plataformas que se traduzam numa conversa com a marca, produto ou serviços, para uma comunicação mais integrada nas vivências dos consumidores, mais dirigida e, até, com um conteúdo muito mais emocional.

Os gestores devem lembrar-se que os consumidores actuais geração C (“Geração C” cuja letra “C” designa em primeira instância a “criação de conteúdos” e, mais genericamente, a “criatividade”) não se inibem de colocar conteúdos na rede, que é o seu universo de referência. E o futuro está aí! Com a geração Y e Z. As organização não podem perder a carruagem destas gerações de consumidores.

A enorme fragmentação dos media e a facilidade de acesso à internet de banda larga, leva o utilizador das novas plataformas a um comportamento de Skip Forward Generation. Esta geração grava programas, filmes, programas do seu próprio interesse, evitando, assim, os anúncios televisivos e omitindo mesmo os programas que menos interessam.

Neste mundo crescentemente digital, cresce a obsessão pela internet e outros canais digitais, onde o contato com outros utilizadores é permanente.

Com o aparecimento dos smartphones e das redes 3G, os utilizadores começaram a estar em contacto permanente entre si e com as empresas.

Não precisa de ir ao Continente às compras ou a um balcão de um Banco. A maior parte das empresas e bancos desenvolveram aplicações para smartphones que facilitam as transações do utilizador. As empresas estão nas mãos dos consumidores e isso faz essa empresa inovar. Fica a conhecer melhor o consumidor.

Para os comerciantes e empresas que começam agora no Marketing Digital, esta nova tendência requer uma nova atitude e uma nova cultura comunicacional que, infelizmente, muitos ainda não têm. Por outro lado, é necessária maior flexibilidade, maior transparência, assumir compromissos, adaptabilidade a canais em permanente mudança, mas deve haver rigor, disciplina e muita monitorização, para a implementação de avaliações contínuas.

A comunicação vai basear-se da relação de confiança entre marcas e consumidores. A marca que não confia nos seus consumidores, nunca terá os consumidores do seu lado.

Fundador do Blogue MediasSociais – a nova tendência, experiência em Jornalismo, Formação em Comunicação Empresarial e Pós-Graduação em Marketing & Banking Social Media no ISGB. Autor dos eBook’s Toolkit de Social Media Marketing e Pensar Social Media.

, , , , , , ,


3 Responses

  1. […] Para quem ainda não conhece o Código QR, ou código de barra bidimensional, é um código que hoje é muito usado em campanhas de comunicação que investem em Marketing Digital. […]

  2. […] comerciantes e as empresas são atraídos para os social media para comunicarem as suas ofertas e programas, porque os media tradicionais não conseguem a cobertura necessária e […]

  3. […] comerciantes e as empresas são atraídos para os social media para comunicarem as suas ofertas e programas, porque os media tradicionais não conseguem a cobertura necessária e […]

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *