Marketing/Publicidade

Marketing: Alguém Viu Por Aí Um Consumidor?

6 Nov , 2011  

alguem viu por ai um consumidorO mundo está a passar por uma tremenda revolução. As mudanças estão a ser violentas e muito rápidas. O que é certo hoje, amanhã não se sabe se o é! As empresas em vez de uma gestão a médio prazo, ficam reduzidas à pequenez do curto prazo, à vida comezinha do dia a dia. Alguém viu por aí um consumidor?

A crise financeira veio trazer o desemprego e com ele a pobreza. No entanto, surgem países orientais com taxas de crescimento económico elevadas, como é o caso da China e da Índia. A tecnologia tem sido o motor destes países e apresenta-se como a única solução para todas as economias mundiais. A produtividade aumenta, cria-se riqueza e aumenta-se a competitividade da economia.

A tecnologia acabou com o mundo mecânico e transfere-se essa força para as tecnologias digitais, para um mundo mais desenvolvido. A internet começa a passos rápidos a ter uma importância de relevo no comportamento dos consumidores seus utilizadores.

Neste momento, numa qualquer empresa, falar em marketing e tecnologia é tido como um dado acessório e insignificante, tendo em conta a necessidade destas em sobreviver ao turbilhão dos mercados financeiros.

Mas, é nesta fase da vida das empresas que advém a necessidade de pensar, não apenas nos consumidores mas também na sua responsabilidade social a par da rendibilidade. O marketing 3.0 de Kotler emerge nestes tempos conturbados. O Marketing era inicialmente dado como uma força de alavancagem à produção, agora que a procura é escassa, há uma obrigatoriedade dos marketeers de pensar  mais e criarem melhores conceitos.

[box type=”info”] As empresas devem ser vistas no mundo competitivo, como uma instituição que trabalha numa rede de parceiros desde os colaboradores, fornecedores, clientes aos distribuidores e intermediários.[/box]

Se acertar nesta rede forte a empresa será um concorrente poderosíssimo no mercado.

A era do marketing 3.0 é era dos valores, em vez de se tratar as pessoas como consumidores o marketing começa a ver as pessoas como seres humanos, com voz, sentimentos, coração e preocupados com valores que não tinham consciência que existiam  há uns anos. Os valores passam por questões de responsabilidade social, de ambiente, problemas sociais, de crença, de motivação, de espírito, etc, etc…

Tudo participa. Os avanços tecnológicos começam a provocar enormes alterações nos consumidores, na forma de pensar Marketing e no próprio mercado.

Desde 2000, que a tecnologia da informação começou a enraizar-se na mente dos consumidores e foi considerada ao longo destes anos como a tecnologia da nova vaga. Esta tecnologia possibilita a interação, a conetividade, a relação, a participação, a criação entre grupos de pessoas. Elas interagem entre si sobre tudo, inclusive sobre as empresas de que podem ser parceiras.

Esta revolução vai começar a sentir-se ainda mais quando as pessoas tiverem mais acesso à computação, aos smartphones mais baratos e a uma internet móvel mais rápida e mais barata. É esta tecnologia que permite as pessoas expressarem-se e interagirem umas com as outras e colaborarem num objetivo colectivo.

Nesta era da participação, Scott McNealy Chairman da Sun Microsystems, diz que os indivíduos criam notícias e ideias ao mesmo tempo que criam entretenimento e o consomem.

As Media Sociais Ascendem

Os social media classificam-se em duas categorias: os expressivos e os colaborativos.

Os expressivos incluem os blogues, o Facebook, YouTube, Twitter, o Flickr que permite a partilha de imagens, bem como outros sites de membros e comunidades.

[box type=”info”] A indústria do marketing está a evoluir drasticamente devido aos progressos tecnológicos que oferecem novas maneiras de alcançar os clientes. Na verdade, os conceitos de marketing estão a mudar tão rapidamente que já existem publicações diárias dedicadas inteiramente a estes temas. Os blogues são um dos desenvolvimentos mais recentes deste exemplo.[/box]

Na categoria de media colaborativos está a Wikipédia e outros sites do género, onde se colabora e se cria informação por colaboração para servir toda a comunidade.

O comportamento humano e os valores estão cada vez mais abertos à opinião pública e a uma critica social.

O crescimento das redes sociais permite que os indivíduos falem entre eles e falem sobre as empresas, produtos, serviços e marcas. O seu desempenho está cada vez mais exposto à voz humana. O consumidor começa a estar muito mais sensível às preocupações sociais, logo as empresas devem começar a pensar em alterar o seu comportamento e as práticas ao nível do marketing primário e secundário e participar com o consumidor nesta nova fase da web 3.0. A era da semântica e da participação.

O Marketing Mix e as Alterações

O marketing mix é um conceito essencial da estratégia de marketing. Foi desenhado para responder a todos os aspectos do produto e do serviço que são importantes para o utilizador e cliente. Pretende responder: o produto ou serviço responde às necessidades do cliente? O preço é adequado? O produto é atrativo? Está acessível?

Estas questões foram colocadas por McCarthy que apresenta o modelo clássico dos 4 ps: product (produto), price (preço), promotion (promoção), and placement (distribuição).

Produto: É necessário definir as características do seu produto ou serviço de forma a satisfazer as necessidades dos clientes;

Preço: Diz respeito ao valor, relação qualidade/preço e prazo. Representa sempre o custo real para o cliente ou utilizador. Pode incluir outros custos além do valor imediato;

Distribuição: Determina a localização, distribuição e acessibilidade. O produto ou serviço deve estar no local certo, a horas e em quantidade suficiente para o cliente/utilizador;

Promoção: Promove, contacta e dá imagem. Utilizam-se meios como publicidade, relações públicas, mensagem e vendas directas. É utilizada a comunicação para atrair o público alvo.

As alterações do mix: dos 4 ps para 9 ps de Stephen Baker e Heather Green

Este autores juntam aos quatro ps, mais cinco: pessoas, processos, opinião pública, prova e poder político.

Porém, continua a utilizar-se  o marketing 1.0 como tática primária de qualquer estratégia.

Mas, começa agora a sentir-se uma mudança para o bem. A crise deu-nos pelo menos este sinal positivo. O marketing 2.0 com os nove ps, levaram os marketeers a perceber que  para se dar uma forma eficiente à procura deviam transformar o produto, e substituí-lo pelo cliente.

[box type=”info”] O cliente/utilizador deve ser o centro de todas as actividades do marketing. Foi nesta altura que surgiu a segmentação e o posicionamento. O marketing deixou de ser apenas tático e passou a estratégico. Mas, infelizmente, continua a ver-se organizações muito focadas no produto, desprezando o cliente.[/box]

Nos dias de hoje é preciso ter em consideração a mente do cliente e sentir o “coração” do cliente. Os consumidores de agora vão ter que poupar mais para outros momentos de necessidade. Se o consumo se mantiver baixo, o crescimento económico será lento e o desafio dos marketeers é trabalhar e reinventar a estratégia para superar esta crise.

Os consumidores começam mais a acreditar uns nos outros que nas próprias empresas. Este sentimento surge porque para a maioria dos marketeers os consumidores nunca são a sua prioridade, mas um meio para atingir um fim.

O marketing, como esta crise, tem obrigatoriamente de dirigir para o espírito dos consumidores, desvendar o “código da sua alma”, Stephen Covey, para se manter relevante. O espírito, o coração dos consumidores, nunca devem ser abandonados. As empresas devem estar onde o coração e o espírito dos clientes estão.

Fundador do Blogue MediasSociais - a nova tendência, experiência em Jornalismo, Formação em Comunicação Empresarial e Pós-Graduação em Marketing & Banking Social Media no ISGB. Autor dos eBook's Toolkit de Social Media Marketing e Pensar Social Media.

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2 Responses

  1. […] e os marketeers têm que se especializar rapidamente no cliente e em causas e deixarem de lado o marketing 1.0 que se fixava apenas no produto. Tudo e toda a estratégia deve ser pensada para o cliente e nas […]

  2. […] Há uma grande variedade de termos para descrever o webmarketing. Vou tentar neste artigo definir o webmarketing, revelar a sua importância, identificar a segmentação, o posicionamento, as keywords e a resposta às expectativas dos consumidores. O marketing para o século XXI! […]

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