Social Media

Facebook: Somos Amigos ou Inimigos?

4 Jan , 2013  

As plataformas de redes sociais como o Facebook nasceram já no século 21 e mudaram muito a nossa forma de viver e mesmo de trabalhar. Mas, o Facebook é amigo ou inimigo das pessoas e das marcas?

Faraaz Marghoob, diretor na Saatchi de Londres, escreveu um pequeno livro sobre os benefícios e a influência potencialmente prejudicial do Facebook.

Neste livro, em certa altura entende-se, o Facebook, dentro da indústria da comunicação e dos social media news, como algo positivo, e foi esse lado positivo que nos fez explorar o lado negativo dele. Será?

A minha opinião pessoal é mais tendenciosa e positiva: Eu vejo os Social Media News, ou seja, as diversas redes sociais, integradas no blogue, a comunicarem com os utilizadores, como plataforma de ajuda, de interação, de comunicação bidirecional, que são capazes de preencher um espaço vazio que existia nos meios de comunicação e na opinião pública, como ao mesmo tempo consegue levar as marcas ao seu público e o público às marcas.

No entanto, não posso deixar de refletir todos os dias, se estamos a caminhar ao ritmo das redes sociais, se estamos a aprender com os erros e ao mesmo tempo com o entusiamo e a alegria que muitas vezes se partilha informação.

Há todos os dias exageros online, refletidos no feed de notícias, que não se passam na vida real.

Será que os utilizadores estão a utilizar o Facebook para descarregar a ira e a revolta? Este será o lado negativo, talvez pela falta de maturidade dos utilizadores? As redes sociais são muito recentes. Todos estamos a aprender a lidar com esta realidade. Que repercussão terá um determinado like num determinado conteúdo ou fotografia ou sobre um determinado assunto? Será que foi analisado e visto por pessoas que não eram o nosso alvo?

Estas questões são de extrema importância. Há utilizadores a serem despedidos por causa do Facebook.

No livro que vos referi, os utilizadores entrevistados comparam o Facebook e o seu efeito sobre a sociedade igual à pílula na década de 1960.

O Facebook, como uma das primeiras redes sociais das grandes massas, veio alterar no século 21 a forma como todos nós interagimos. A meu ver para melhor! Como seres humanos, todos nós fomos codificados para viver em tribos nos últimos 200 mil anos – Esta ideia desenvolve um papel enorme na nossa sensação de felicidade. O sentido tribal dá-nos plena liberdade e felicidade e é um quebra-regras.

Neste mundo globalizado e ao mesmo tempo tão distante de tudo, as redes sociais permitiram reencontrarmos as nossas raízes e estarmos todos tão perto uns dos outros como nas tribos.

Dos mil jovens entrevistados, uma minoria significativa considera essencial gerir o seu perfil e a sua atitude online com cuidado, mas a maioria concorda que a rede social é o reflexo da sua vida real, portanto não têm com que se preocupar. Chega-se, então à seguinte conclusão: os jovens estão a usar o Facebook como campanha publicitária própria, porque eles são umas celebridades.

Será que os comerciantes têm pensado como os jovens? Já pensaram na sua presença online, com enfoque real nas redes sociais? Talvez, mas uma maioria já o fez.

Há uma grande diferença entre os social media marketing e as campanhas tradicionais de marketing: As marcas não conseguem controlar o panorama das redes sociais que está no domínio do consumidor.

As marcas, a única coisa que podem fazer é influenciar de forma positiva, preocuparem-se com as preocupações das pessoas/utilizadores. Mas, será assim tão complicado? Talvez!

A exposição excessiva pode ser prejudicial para um individuo que também pode ser um cliente… Nas redes sociais, os indivíduos/utilizadores são as respostas dos consumidores. Eles transportam a voz dos clientes e dos seus negócios. A reação não é por fazerem parte de uma rede. Uma empresa quando está em social media a interagir com os seus clientes, não se pode esconder atrás das redes sociais. Se perturbar as massas, elas unem-se nas redes sociais contra a marca, como de uma tribo se tratasse.

Ver vários casos tratados no Medias Sociais: Erros de Passos Coelho no Facebook, Erros de comunicação em Social Mediaas 15 regras para não fracassar em social media, as Redes Sociais: Viver de fãs ou de audiências.

O que vai ser o Facebook? Além da conectividade, a partilha de histórias, fotografias e conteúdo, o lado do entretenimento talvez seja o seu maior legado e, na minha opinião começa agora a revelar-se. Há de tudo no feed de notícias.

Vimos diariamente uma enorme 1.ª página de erros de pessoas, constrangimentos e indiscrições propositadas, mas também partilha saudável de conteúdo, de fotografias e interações positivas e enriquecedoras.

Não podemos viver num Facebook de “Casa dos Segredos” para sempre. Acredito que a sociedade não terá outra escolha, senão tornar-se muito mais tolerante e perdoar o que se evita julgar na praça pública. Também é assim que acontece para vida real. Eu estou ansioso por estes dias!

Fundador do Blogue MediasSociais – a nova tendência, experiência em Jornalismo, Formação em Comunicação Empresarial e Pós-Graduação em Marketing & Banking Social Media no ISGB. Autor dos eBook’s Toolkit de Social Media Marketing e Pensar Social Media.

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6 Responses

  1. Francisco diz:

    Talvez seja do frio? Será que há gente que perde tempo a analisar os likes de cada um? Serão psicólogos? Estou desconfiado que quando quiser trabalhar todas as empresas me conhecem! lol

  2. Pedro diz:

    Podes crer! Eu tento conterem nalguns comentários. Mas há gente da minha idade e da idade do meu pai que utilizam o Facebook para lavarem roupa suja. São manos! lol

  3. Lilás diz:

    Gostei: Vimos diariamente uma enorme 1.ª página de erros de pessoas, constrangimentos e indiscrições propositadas, mas também partilha saudável de conteúdo, de fotografias e interações positivas e enriquecedoras.
    Mas as pessoas não são livre em se expressarem? Eu estou-me nas tintas para os outros. Se gostam gostam se não gostam que me ignorem…

    • Tentei com o texto despertar as pessoas para questões do dia a dia do Facebook e das redes sociais. Elas são muito recentes e estamos todos a aprender a lidar. Uma coisa é certa devemos ter nelas a atitude que temos no nosso dia a dia. Mas, devemos pensar que estamos em canal aberto e há comentários e temas que tomam uma repercussão gigantesca. Temos que nos defender! Lembro-te: Com os Social Media, as empresas não comunicam apenas com os consumidores, mas os consumidores também interagem uns com os outros e também com a empresa. Quando falo em empresa, refiro-me à marca, ao produto ou serviço.
      Até ao próximo.

  4. Sherry diz:

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