Social Media

As Marcas Estão Mais nas Redes Sociais

18 Jan , 2015  

Os comerciantes e as empresas são atraídos para os social media para comunicarem as suas ofertas e programas, porque os mass media tradicionais não têm cobertura necessária e são cada vez mais fragmentados, caros e ineficazes. Há uma falta de comunicação bidireccional! A marca comunica sozinha e não tem retorno… As marcas estão mais nas Redes Sociais.

Os social media são a salvação aparente, embora seja difícil de gerir, em parte, devido à falta de controlo e, para algumas marcas, chegam a ser assustadores.

No entanto, devemos ver os social media num outro prisma. Eles podem aumentar a procura e ampliar a percepção de valor. Se o aumento dos social media é convincente, eles podem mudar o que as pessoas compram.

David Aaker refere que ao fazer-se concorrentes irrelevantes, evidencia que a única maneira real para alcançar um crescimento significativo das vendas é a criação de novas categorias ou subcategorias de marcas. Em contraste, a prática de concorrência entre marcas de preferência em categorias estabelecidas ou subcategorias normalmente não altera, mesmo com orçamentos agressivos de marketing.

Como podem os social media network aumentar a oferta de criar uma nova categoria ou subcategoria? Há diversas maneiras, mas o objectivo final deve ser o de criar uma comunidade que proporcione não só benefícios funcionais, mas também emocionais, sociais e benefícios auto-expressivos.

LEIA TAMBÉM:  10 dicas para criar marcas emocionias; A marca como criação de valor; Converter a tua marca numa “lovebrand” nas redes sociais.

Estar on-line e junto dos seus cliente a um baixo custo é uma vantagem competitiva. Os seus melhores vendedores estão on-line e são os seus clientes. As redes sociais propiciam um investimento baixo em comunicação e a sua repercussão é elevadíssima. São uma oportunidade a explorar neste tempo de crise, em que devemos cortar nos custos e chegar a novos clientes, descobrir uma nova procura e reter os actuais clientes, fidelizando-os. A rede social Google Plus é essencial para quem quer relevância nos motores de busca. Nada melhor, que estar onde estão os clientes e interagir com eles. Do Negócio B2B e B2C está a evoluir-se para o negócio H2H de Humanos para Humanos.

É assim que eu vejo a cada dia que passa esta questão dos Social Media:

  • As empresas não têm emoção. As pessoas têm;
  • As pessoas querem fazer parte de algo maior do que eles mesmos;
  • As pessoas querem sentir alguma coisa e têm sentimentos;
  • As pessoas querem fazer parte das soluções e das organizações relevam os sentimentos e emoções;
  • As pessoas querem entender, são humanas, mesmo na Web 2.0.

Mas as pessoas como seres humanos e que vivem com erros, falhas, tornam-se mais fortes em tempos de crise. Com a crise vem  a união das tribos e das comunidades, também virtualmente. Como seres humanos, somos capazes de cometer erros, sentir que erramos e arrepender-nos e, às vezes, não percebemos as consequências das nossas ações.

O negócio vive de multidões, repletas de utilizadores, que por si só vivem no anonimato.  O lado “maravilhoso” das redes sociais está na humanidade, só o humano tem a empatia, compreensão e perdão, e quando nos lembramos disso na nossa comunicação, o grupo une-se em volta daquilo que é comum; tudo é comum. As redes sociais são comunidade.

As empresa actualmente:

Motores de Busca – Cada empresa deve estar on-line. As suas páginas aproximam o cliente da empresa e cria necessidades que for cuidado na imagem. É muito importante que o seu site apareça nas primeiras páginas do Google. Lembre-se que um site que não responde às perguntas dos utilizadores não aparece nas primeiras páginas do motor de busca.

A experiência do utilizador – O design do site de um negócio deve primeiro concentrar-se em fornecer uma experiência notável a quem o vista. Mesmo for uma marca B2B de nível empresarial, todos os utilizadores do site são humanos em busca de uma experiência completa.

As redes sociais – Um dos mais interessantes aspectos a observar desta realidade consiste na poderosíssima força do cidadão anónimo. Milhões de pessoas em todo o mundo, sobretudo jovens, correm diariamente a registar-se em verdadeiros exércitos virtuais. Fazendo uso da democratização da tecnologia e da predisposição de todos para participar sem qualquer retribuição material, produzem assim conteúdos gratuitos e em larga escala. Esta abordagem P2P people-to-people mantém em mente que a estratégia de social media tem a ver com a perspectiva de clientes e conversas e não com ferramenta de publicação. Crie você os leads para o seu negócio.

Análises – É fácil perder os números e resultados quantificáveis ​​do marketing, mas é essencial monitorizar e quantificar métricas de marketing. Precisamos dos dados de tráfego do Website; alcance social de cada post para ajudar os gestores das redes sociais a conectarem-se melhor com seus clientes (humanos) e a promoverem uma excelente experiência

Vendas orientadas – Os seres humanos não querem vendas forçadas, eles privilegiam e querem ser guiados para a decisão que melhor resolve as suas emoções e necessidades atuais. Temos de ser ouvintes. Essencialmente saber ouvir muito. Quem ouve, vende!

A crise tornou os utilizadores mais defensores duma comunicação “não complicada“, duma comunicação genuína e simples, com uma compreensão de que somos todos seres humanos multidimensionais, que todos, mas todos os utilizadores não são melhores nem piores que os outros; todos passamos por coisas piores e melhores da vida.

Um projecto bem sucedido de implementação da experiência de social media, vai resultar em obstáculos à lealdade que os concorrentes vão achar difícil de superar. Deve ler dois ebooks sobres redes sociais: Toolkit Social Media Marketing e Pensar Social Media

Para criar uma nova categoria ou subcategoria com barreiras aos concorrentes, a experiência social precisa de ser gerida com recursos e não com respostas automáticas. As máquinas nada têm a ver com o social.

As marcas precisam de ter um projecto para ser eficaz, com colaboradores internos ou externos, simpáticos e competentes, uma comunicação transparente, que seja o espelho da organização. Não vale a pena ter comunicação de proximidade, quando na realidade a organização não funciona assim.

Exemplo disto, temos a campanha publicitária actual do Intermarché, baseada em factos verídicos. Conseguir uma embalagem de leite para um Bebé fora do horário de abertura. Pura mentira! O consumidor já não se deixa enganar por muito emocional e sentimental que seja o anúncio televisivo e pela pouca transparência da marca.

Apesar do aviso que abre o spot de televisão de que a história relatava é baseada numa história verídica, a avaliar pelos comentários nas redes sociais, os espectadores mostram-se incrédulos com a possibilidade de um Intermarché abrir durante a noite para entregar leite em pó a um jovem casal em apuros.

No entanto, segundo apurámos, o caso passou-se mesmo num Intermarché próximo de Foz Côa, com um casal que, acabado de regressar de Viseu, constatou que não tinha leite em pó em casa para alimentar o filho. A ideia passada faz saber que o Intermarché sente o consumidor e sabia o que ele sentia da marca. Mas nem todos são assim e os comentários não se fizeram esperar nas redes sociais.

Fundador do Blogue MediasSociais – a nova tendência, experiência em Jornalismo, Formação em Comunicação Empresarial e Pós-Graduação em Marketing & Banking Social Media no ISGB. Autor dos eBook’s Toolkit de Social Media Marketing e Pensar Social Media.

, , , , ,


Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *