Marketing

Marketing Back to the Basics Não é Para Todos!

3 Mai , 2015   Gallery

O Marketing está  a mudar muito rapidamente, muito pela inovação e pelo desenvolvimento de novas tecnologias.  Um convite para a fuga ao ruído do marketing, pode também ser uma estratégia de marketing. O Marketing Back to the Basic não é um caminho único, nem uma tendência de todas as marcas. É um caminho alternativo para chegar a um consumidor diferente.

Então eu fiz a pergunta – o que significa o termo Back to Basics significa para si …  numa palavra. Eu tenho algumas respostas interessantes.

As respostas mais populares eram: Início; Direção; Paz; Simplicidade; Silêncio; Propósito; Disciplina; e Espiritualidade.

As Marcas ao longo dos últimos tempos têm explorado os palcos dos Media com luzes fortes, cores garridas e barulho ensurdecedor das campanhas nas últimas décadas.  Ao falar este fim-de-semana como o meu amigo Lourenço Ovídio, client partner na Omni, demos connosco a falar do Marketing Back to the Basic durante horas.  Chegámos à conclusão que alguns consumidores começam a procurar alternativas mais tranquilas para se relacionarem com as marcas.

As marcas se os quiserem cativar, terão de adaptar as suas mensagens a esta realidade. Em vez de estar sempre online, estes consumidores querem agora guardar os seus devices electrónicos numa gaveta ao fim-de-semana.

Em vez de procurarem um centro comercial em família ao fim-de-semana , alguns consumidores optam agora pelas compras online, sem que um vendedor ou empregado, com um discurso viciado e tecnicamente sofisticado, os leve a comprar todos os produtos produzidos em série e que têm de desaparecer das prateleiras para entrar novos.

Começa a ser uma tendência… muitos dos consumidores querem recuperar junto das famílias e amigos o tempo perdido nestes anos, num online repleto de marketing para grande massas, sem conhecerem o utilizador que está por detrás do mobile.

Será que durante o ano 2015 vamos assistir a mais movimentos de marketing que apelam ao silêncio e ao “Back to the basics”.

Algumas das melhores estratégias de marketing que eu vi há três anos veio de uma fonte improvável: Senegal, um resorte de uma cadeia de hotéis francesa. Um hotel pequeno, charmoso, à beira-mar. Como todos os hotéis são obrigados a fazer, eles fotocopiaram os passaportes e levaram para trás da recepção as nossas informações de contacto. (Leia Também: A importância da marca) Mas, para surpresa, os empregados foram mais além do que me tinha acontecido em qualquer outro lugar onde tenha ficado.

Conseguiram com aquele movimento ficar com a minha data de nascimento e com os meus contactos, a partir daqui foi o envio de e-mails de aniversário personalizados, e-mails do dia dos namorados, Páscoa e Natal. O que significa que me contactam com mais frequência que alguns dos meus amigos.  O encerramento de cada e-mail termina com um link para o TripAdvisor e um pedido para escrever um comentário. Isto é marketing a custo zero, mas simpático e personalizado e mantém top of mind melhor do que a maioria das empresas multimilionárias. As marcas devem definir um rumo.

A moda da história passada dos discos de vinil, para cassetes, depois para os CDs e agora para downloads digitais e mais recentemente para o streaming, não significa que o vinil tenha morrido. Pelo contrário, tem uma vantagem competitiva – a sua qualidade de som superiores, em comparação com o digital. Nem todos se importam, eu sei, mas um mercado pequeno, high-end está certamente disposto a pagar pela diferença dessa qualidade.

O marketing, ocasionalmente, faz sentido pensar fora da caixa, algo fora das massas, e ressuscitá-lo para uma audiência de nicho.

Muitas vezes, pode-se obter um melhor resultado pelo desenho de seus recursos existentes e pela estratégia sobre como se comunicar de uma forma mais memorável do que os seus concorrentes.

Aconselho a leitura dos livros:

“Focus”, de Daniel Goleman; e  “Search inside yourself”, do engenheiro de software da Google, que assumiu o papel de motivador na empresa: o Chade-Meng Tan – Inspirados pela sabedoria milenar do Budismo e pelas experiências actuais da psicologia. Agora é tempo de respeitar a nossa serenidade e procurar novas respostas interiores.

Algumas campanhas Back to the basics.

SELFRIDGES – Campanha “Sem ruído”

O gigante do retalho britânico Selfridges, criou em 2014 uma sala de relaxamento dentro do seu centenário centro comercial da Oxford Street, em Londres. É um espaço para a tranquilidade que ajuda os consumidores a lutar contra o stress das compras nos agitados períodos de promoções e de férias.

A Quiet Shop livre de poluição

A «Quiet Shop” oferece a possibilidade dos consumidores fazerem as compras num local livre da poluição visual e sonora. Este assunto é tão levado a sério, que os próprios consumidores são levados a deixar os seus sapatos, telemóveis e smartphones e devices à entrada. Os produtos disponíveis estão sem os habituais logos. As calças Levis estão sem a marca, as embalagens de ketchup da Heinz está sem o logo, e até os sacos das compras perderam a marca do centro comercial.

AXE – Campanha que “Promove o sossego”

Também a Unilever parece reconhecer um comportamento humano que está a desafiar as campanhas de marketing a procurar mensagens que aproximem as marcas das aspirações dos consumidores com tranquilidade.

No vídeo para esta campanha do AXE Black, criada pela BBH London, surge um cenário moderno de muitas distracções e apelos, ao som da música “welcome to the jungle”. É um convite da AXE para que os homens tomem uma postura discreta num mundo em que tudo apela ao protagonismo.

Fundador do Blogue MediasSociais – a nova tendência, experiência em Jornalismo, Formação em Comunicação Empresarial e Pós-Graduação em Marketing & Banking Social Media no ISGB. Autor dos eBook’s Toolkit de Social Media Marketing e Pensar Social Media.

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One Response

  1. […] Leia também: O futuro será de quem?; Snapchat a rede social que mais cresce; A geração que valoriza mais o propósito da empresa; e O marketing Back to Basics não é para todos! […]

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