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Geração Millennial Valoriza mais o Propósito dos Negócios

24 Mai , 2015  

A Geração Y, também chamada geração do Millenial ou geração da Internet, é um conceito, segundo alguns autores, como Don Tapscott, todo o público nascido após 1980. Um estudo recente da Deloitte, veio dar um pedrada no charco na visão dos empresários que se esquecem desta geração nascida após 1982. Esta geração não dá valor aos lucros das empresas, mas aos seus propósitos de negócio, sugerem que empresas e escolas trabalhem juntas para preparar os talentos para o mercado de trabalho, têm aspirações de liderança e pretendem desenvolver as suas competência na indústria de tecnologia, media e telecomunicações. As empresas e os gestores conhecem esta geração?

Esta geração cresceu numa época de grandes avanços tecnológicos e prosperidade económica e numa fase de muita facilidade material e num ambiente altamente urbanizado, no domínio da virtualidade como 0 sistema de interação social e mediática. Nasceu numa época em que internet começa a revolucionar as relações do trabalho. Se a geração X foi concebida na transição para o novo mundo tecnológico, a geração Y foi a primeira verdadeiramente nascida neste meio, mesmo que incipiente.

Esta geração Millennial está agora com 30 anos. São os críticos das organizações, que não concordam que estas estejam mais focadas na sua própria agenda do que em ajudar a melhorar a sociedade. Esta geração é desligada, liga mais à felicidade do que ao dinheiro e esforça-se mais do que qualquer geração para conseguir o que quer. Esta geração, na sua maioria, é mais barata e mais produtiva, mais eficaz e mais eficiente.

As adaptações que têm que ocorrer nos negócios e na gestão das empresas…

As empresas de hoje devem focar-se nas pessoas.  Para esta geração Millennial as empresas devem focar-se no propósito do seu negócio e não apenas nos produtos e no lucro, segundo o estudo estudo recente Millennial Survey publicado pela Deloitte.

Este estudo revela que as empresas, especialmente as dos mercados desenvolvidos, terão que realizar profundas mudanças para atrair e reter os talentos do futuro.

Neste estudo a Deloitte questionou futuros líderes de 29 países sobre a liderança e a forma como as empresas operam e impactam a sociedade. A geração Millennials, que inclui as pessoas nascidas após 1982, acredita profundamente (75%) que as empresas estão mais focadas na sua própria agenda do que em ajudar a melhorar a sociedade.

O CEO da Deloite Global, Barry Salzberg, afirma que os millennials mostram-se hoje tão interessados em saber como as empresas desenvolvem as suas pessoas e contribuem para a sociedade, como nos seus produtos e lucros. E chega a afirmar que este sinal deve ser visto como um sinal para a comunidade empresarial, porque é necessário alterar a forma como se relacionam com os talentos da geração Millennial ou corre o risco de não se adaptar às novas gerações e ficar para trás.

  • Os números são claros; apenas 28% dos millennials sentem que a sua atual organização está a tirar todo o partido das suas capacidades.
  • Mais de metade, 53%, aspira tonar-se líder ou um executivo sénior dentro da sua organização, existindo contudo uma clara diferença de ambição entre os millennials dos mercados emergentes e dos mercados desenvolvidos.
  • Com efeito, 65% dos millennials localizados nos mercados emergentes afirmam que gostariam de alcançar este objetivo, comparando com os apenas 38% dos mercados desenvolvidos. A liderança foi mais relevante entre os homens.

Este estudo permite ainda concluir que as grandes multinacionais são menos atrativas para os millennials dos mercados desenvolvidos (35%) do que para os dos mercados emergentes (51%). A geração millennial dos mercados desenvolvidos está também menos disposta (11%), do que a dos mercados emergentes (22%), a começar o seu próprio negócio. Continua a existir umas percentagem inferior de potenciais empreendedores.

Mais Conclusões relevantes do estudo:

  • A geração Millennial pretende trabalhar para organizações com um propósito. Para 6 em 10 millennials, o sentido de missão faz parte da razão que os levou a escolher a empresa na qual trabalham atualmente. Entre os millennials que são utilizadores assíduos das ferramentas de social networking (os millennials estão“super conectados”);
  • Empresas de tecnologia, media e telecomunicações (TMT) são os empregadores mais atrativos. O sector de TMT é o mais desejável e aquele que oferece as competências mais valiosas, de acordo com os millennials. Cerca de 24% dos homens, quase o dobro da percentagem das mulheres 13%, elegeu o sector de TMT como o melhor para trabalhar.
  • Falta de confiança? Não! Os homens da geração Millennial mais predispostos a conquistar a liderança. Os homens têm maior predisposição para afirmar que gostariam de alcançar um lugar de topo dentro da sua organização, do que as mulheres, 59% contra 47%.
  • Organizações e escolas têm de fazer mais para apoiar os líderes emergentes. Apesar de, os millennials não sentirem que as organizações tiram total partido das suas capacidades (apenas 28% afirma que as suas empresas utilizam todas as suas capacidades), este resultado cai significativamente, para os 23%, se tivermos apenas em conta os millennials dos mercados desenvolvidos. Analisando em detalhe, esta percentagem cai para baixo dos 20% no Japão 9%, Turquia 15%, Coreia do Sul 17% e Chile 19%.

Quando se trata de avaliar em que medida as capacidades obtidas no ensino superior contribuíram para alcançar os objetivos das suas organizações, o número médio referido pelos millennials é de 37%.

  • A mudança das características da liderança. Os millennials dão hoje menos valor aos líderes com visibilidade 19%, bem relacionados 17% e tecnicamente habilitados 17%. Pelo contrário, definem os verdadeiros líderes como pessoas com um grande pensamento estratégico 39%, inspiracionais 37%, afáveis 34% e visionárias 31%.

“A geração Millennial quer mais das empresas do que aquilo que tem sido dado nos últimos 50, 20, ou mesmo 10 anos. Esta geração está a enviar um sinal muito forte aos líderes mundiais de que a gestão das suas empresas e negócios deve ser feita com um propósito. A procura por esta nova, e melhor, forma de operar no século XXI começa pela redefinição das lideranças”, sublinha Barry Salzberg.

Há empresas a recrutar já millennials para conseguirem estar onde está toda a geração de millennials, porque só assim consegue perceber a exigência deste público e reposicionar a empresa através dos novos meios de comunicação digital.

Para aceder ao estudo da Deloitte, visite: www.deloitte.com/millennialsurvey.

Estas conclusões basearam-se num estudo realizado pela Deloitte, em conjunto com a Millward Brown, a mais de 7.800 pessoas da geração Millennial de 29 países do mundo, entre Outubro e Novembro de 2014. As questões de seleção, aplicadas na fase de recrutamento, garantiram que todos os respondentes pertenciam à geração Millennial – nascidos após 1982, com grau de licenciatura, trabalhadores a tempo inteiro e em grandes empresas (mais de 100 trabalhadores) do sector privado.

Eles são omnipresentes. Podem viver numa aldeia do interior de Portugal mas, somente com um telemóvel na mão, vão conseguir saber o que se passa na Índia, na Síria ou no Brasil. Os problemas deles são os do mundo e os problemas do mundo são os deles. Absorvem tudo, partilham mais. Querem mudar o mundo, lutam pelas causas deles, às vezes pela calada, outras vezes à moda antiga. As irrequietações são mais que muitas, as desilusões não se contam pelos dedos. Sim eles são geração de consumidos pela informação, são a geração imparável, a iluminada, a improviso, a inebriante, a geração irrequieta.

in Deloitte.

 

Fundador do Blogue MediasSociais – a nova tendência, experiência em Jornalismo, Formação em Comunicação Empresarial e Pós-Graduação em Marketing & Banking Social Media no ISGB. Autor dos eBook’s Toolkit de Social Media Marketing e Pensar Social Media.

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3 Responses

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